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Mudanças são necessárias, diz Macri sobre reforma da Previdência

As linhas de metrô, os trens e os ônibus voltaram a funcionar ao meio-dia (13h em Brasília)

Foto: Néstor J. Beremblum/Eleven/Folhapress

O presidente argentino, Mauricio Macri, disse em entrevista na manhã desta terça-feira (19), na Casa Rosada, que sabe “que muitos argentinos acordaram hoje com muita angústia”, referindo-se à aprovação da reforma da Previdência, na madrugada desta terça-feira (19).

No início, Macri disse que os episódios de violência do lado de fora do Congresso foram “uma ação orquestrada, não uma reação espontânea da cidadania” e que a Justiça atuaria para descobrir “quem esteve por trás”. Indagado sobre quem ele crê que estaria coordenando esta ação, declarou que prefere “esperar o resultado das investigações”. Fez, porém, críticas à juíza local que proibiu, a pedido de um deputado kirchnerista, que as forças de segurança usassem armas de fogo na contenção dos protestos.

Logo, Macri passou a explicar a reforma, dizendo que tem como objetivo “garantir não por seis meses ou por um ano, mas sim por toda a vida, a proteção para nossos aposentados contra a inflação, que é um mal que ainda não vencemos, mas contra quem ainda estamos lutando”.

Disse que a medida também ajudará a combater a pobreza. “A aprovação dessa reforma e das próximas que serão votadas na sequência nos dará mais recursos para reduzir esse índice” -atualmente, 30% da população está abaixo da linha da pobreza.

“Eu entendo que muitas coisas não se sentem de um dia para o outro, e que muitas pessoas estão preocupadas, mas essas mudanças são necessárias e estou aqui para garantir que estaremos melhor num futuro próximo”, afirmou o presidente, e reforçou que vários líderes mundiais têm afirmado a ele que “a Argentina está no caminho correto”.

Macri fez ainda um pedido aos aposentados “de que não pensem em seis meses, mas mais no futuro”, e que as reformas fiscal e tributária, que começam a ser debatidas no Congresso a partir das 17h, caso aprovadas, significarão uma “redução de impostos a longo prazo e um aumento de poder aquisitivo num futuro próximo”.

“Não estou aqui para fazer o que é mais cômodo para mim”, disse Macri. “Poderia não estar pensando em construir o futuro e apenas desfrutar dos meus últimos bons resultados eleitorais, do clima de fim de ano. Mas se estou propondo essas mudanças agora, é porque estamos convencidos de que são necessárias.”

Do lado de fora da Casa Rosada, nas principais avenidas do centro, foi possível observar os vestígios do que ocorreu na noite anterior: pedaços de cartazes e pedras no chão, alguns comércios ainda fechados e placas de trânsito pichadas.

As linhas de metrô, os trens e os ônibus voltaram a funcionar ao meio-dia (13h em Brasília).

Texto: Folhapress

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