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O Tigre e a Raposa. Vereador de Uberlândia – em qual votou?

Tem situações que o melhor é usar uma parábola para explicar, fica mais fácil as pessoas envolvidas se identificarem com os personagens.

Foto: Sebastião Barbosa

Uberlândia foi lembrada, recentemente, no noticiário nacional, com o aumento absurdo dos vereadores.

Para compreendermos bem o papel de cada um que cometeu este ato de “insanidade”, resolvemos usar a seguinte parábola:

“Um homem, ao passar pela floresta, viu uma raposa que perdera as pernas e admirou-se com o fato de, apesar dela estar naquele estado, sobreviver.

Enquanto refletia, apareceu um tigre que trazia, entre os dentes, uma caça fresquinha. Depois de se lambuzar com a refeição, ele deixou o resto da presa ao lado da raposa, para que ela também pudesse se alimentar.

Curioso, o homem resolveu voltar no dia seguinte para ver se o felino se comportava da mesma forma e, sim, presenciou a cena do dia anterior.

Ele, então, pensou: “Deus nutriu a raposa usando o mesmo tigre.”

Admirado com a bondade do Criador, resolveu se deitar ao lado do animal ferido, na certeza de que – assim como o Pai tinha sido caridoso com ele, também o enviaria o que lhe fosse necessário. Bastaria esperar.

De fato, assim o fez por muitos dias. Mas nada aconteceu. O homem já estava à beira da morte quando ouviu uma voz que lhe disse:

“Estás na trilha do erro. Abre teus olhos e contempla a Verdade!
Segue o exemplo do tigre e deixa de imitar a raposa aleijada!”.

Assim como na parábola, muitos vereadores estão imitando a raposa aleijada, convictos que estão certos, pois tomaram como exemplo os políticos corruptos desta nação, que ao invés de trabalharem para o povo, no estrito cumprimento do dever, esperam que o povo vá alimentá-los cada vez MAIS.

Alguns até defensores do nome de Deus, como o homem da parábola.

Felizmente tivemos alguns imitadores de Tigres: Adriano Zago, Ismar Prado, Paulo César PC e Rodi.

A legalidade do ato será objeto de ação do Ministério Público, mas não é este o foco principal aqui – por isso a parábola – tratamos de uma questão de direito natural, onde num momento de crise financeira e dificuldades de toda ordem, com a sociedade sendo sacrificada; os próprios representantes, que ganham um valor muito acima da média, promoverem um aumento dessa proporção.

Agora, precisamos abrir nossos olhos e contemplar a verdade, esta é uma boa lição para quem elegeu os imitadores de raposas aleijadas.

 

Texto: Dr. Sebastião Barbosa e Silva Junior

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