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Ademir Reis fala sobre carreira, família e a expectativa para 2018

O jornalista completou em dezembro 55 anos de carreira, passou por grandes veículos de comunicação e hoje atua no jornalismo político, exercendo com brilhantismo o cargo de Diretor do Departamento de Comunicação da Câmara dos Vereadores de Uberlândia. Para intermediar com profissionalismo o conturbado meio político, ele aposta no respeito ao próximo e no bom relacionamento com a mídia.

Foto: Ademir Reis

Ademir, como é cuidar da comunicação da Câmara de Uberlândia? É um desafio?

“Eu já ocupo esse cargo há praticamente seis anos e eu convivo com a câmara há alguns anos, quando eu trabalhava em rádio, jornais, com o jornalismo político, então tornou-se mais fácil fazer essa intermediação entre os vereadores e os veículos de comunicação. Nós temos um departamento ativo, sete jornalistas que trabalham conosco, temos um canal de televisão e nós fazemos essa divulgação e essa assessoria aos 27 vereadores.  É um trabalho difícil porque você não consegue agradar todo mudo, mas nós estamos em uma legislatura que vai fazer um ano, atípica a dos anos anteriores, temos uma turma jovem muito boa, muito bem intencionada, o presidente é muito linha dura, muito exigente, principalmente em relação as modernidade, chegada da internet, Facebook, páginas da câmara, então ele cobra muito, ele acompanha  e a gente mantém tudo isso atualizado. Então é um trabalho que vai indo muito bem.”

Como você começou sua carreira?

“Eu fiz agora, dia oito de dezembro,  55 anos de carteira assinada. Meu primeiro registro era como se fosse o menor aprendiz hoje,  só que era em carteira, eu tinha doze anos. É uma história grande, como toda carreira de jornalista tem altos e baixos, em 79 quando estive na direção da Paranaíba FM, o Ari Peixoto que até hoje é proprietário,  me colocou no júri do Chacrinha, eu fiz várias participações. Tive na TV Triângulo meu próprio programa com entrevistas, chamava Domingo a Tarde e tenho passagens muito boas. Depois de 35 anos de carreira eu deixei  o rádio e me apaixonei pelo jornalismo escrito, fui para o Jornal Triângulo, fiquei quase seis anos, depois estive no Gazeta de Uberlândia e fui diversificando. São 55 anos de carreira muito bem vivida, sofrida mas bem vivida.”

Como você vê a comunicação hoje?

“Eu vejo com muito bons olhos, a moçada que está chegando saindo dos bancos do curso de jornalismo,  quem está na prática há alguns anos , estão totalmente voltados para as redes sociais, eu acho isso um avanço. A  comunicação hoje é imediata você não consegue segurar a notícia, se você quiser acompanhar tem que ser ágil e esperto. Eu acho que as redações estão muito bem servidas,  é lamentável que Uberlândia como cidade de grande porte tenha um só jornal impresso diário, lamentável porque o jornal impresso não vende, mas nós temos emissoras com canais próprios dando emprego, sites, blogs. Eu acho que evoluiu muito e melhorou muito a comunicação.”

Como você vê o desenvolvimento da cidade nos últimos anos?

“O boom de Uberlândia aconteceu com a federalização da Universidade, a grande expansão de Uberlândia veio através do universitários, as pessoas passaram a vir, residir na cidade, com isso a cidade cresceu muito. É uma cidade pujante, brilhante, temos a sorte de ter o prefeito que voltou, com disposição de atender a cidade, de ver o problemas de perto, acho que sempre tivemos bons políticos, eu acho que isso ajudou muito a cidade.”

Que é o Ademir Reis?

“Eu sou uma pessoa do bem, tenho um esteio que é a minha família, eu perdi a minha mãe muito novo, com 19 anos, eu ajudei a criar meus quatro irmãos, todos foram muito bem na vida, consegui formar meus três filhos, estou com minha mulher desde os quinze anos, nunca tive problemas com a minha mulher, daqui a três anos vou fazer bodas de ouro. Meus amigo costumam chamar minha mulher de “Santa Carmem”. Eu sou um profissional muito dedicado, eu aprofundo no que estou fazendo, procuro me relacionar bem com meus amigos, tenho uma liderança incontestável com os jornalistas, escuto muito, dou conselho, mostro minha experiência, me relaciono bem porque respeito muito meus companheiros, não tenho divergência com ninguém, eu sou uma pessoa do bem.”

O ano já está no fim, o que você espera de 2018?

“Pra mim que to na área política há alguns anos, acho que é um ano importante, que vem aí para a escolha de novos governantes, mas com a eleição de um novo presidente, novo governadores,  as atenções vão estar voltadas a isso. Antes disso a gente vê a luta do presidente da república  para as reformas, uns acreditam, uns não aceitam, mas se não houver reformas vai ser um ano muito difícil.”

Falando em política, o que você acha que mudou no país, após a Lava Jato?

Eu acho que melhorou muito, de vez enquanto você leva um susto como levamos essa semana com a Operação Fênix, com pessoas de bem, advogados e delegados renomados sendo presos, como com a Lava Jato, isso nunca aconteceu no país. Eu acho que a Lava Jato foi um avanço, aguarda-se o desfecho.

 

Texto: Maria Clara Faria

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