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O melhor do ano! The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Premiado pela The Game Awards como melhor jogo de 2017, além de ser considerado uma “lenda” por muito entusiastas, Breath of the Wild está se tornando um dos jogos mais aclamados da história.

Foto: Divulgação

Não é para qualquer um ser o GOTY (Game Of The Year / Jogo do Ano) em 2017, ano tão generoso com os gamers. Lógico, houve muitas decepções nesse rol de lançamentos, como o interminável e independente “No Men´s Sky” ou a versão sem finalização de “Mass Effect: Andrômeda”. Um ano muito polemico também, no que se diz as novas transações internas dos games ou os famosos “Loot Boxs”, que no caso de Star Wars: Battlefront II, quase “liquida” com o jogo em poucas semanas de seu lançamento.

Mas no geral tivemos grandes e bons jogos e algumas novas franquias que vão, com certeza, se eternizarem. Dentre elas: a querida Aloy em “Horizon Zero Dawn” é um destaque. Jogo que inovou no modo de explorar a temática pós-apocalíptica futurista, trazendo pitadas de religião e principalmente gráficos e cenários incríveis. Outro grande game do ano é o queridíssimo (e dificílimo) Cuphead. Nossos amiguinhos “cabeça de xícara” são um exemplo de como um jogo independente (literalmente de fundo de garagem), pode se tornar tão bom e bem-sucedido. Uma trilha sonora inesquecível, assim como a de NieR: Automata.

Mas se para uns o GOTY foi uma surpresa, para outros nem tanto. Ainda mais se for feita uma cronologia de uma saga tão inovadora e boa como a de The Legend of Zelda. Sei que gosto é uma questão de discernimento/experiência e relatividade. Principalmente quando se discute uma série tão grandiosa. (Por exemplo: meu Zelda preferido até então, é o “A Link to The Past”).

Sei também que, a maioria dos fãs prefere a saída dos modos 2D para o 3D imersivo de “Ocarina of Time” dos Nintendo 64. Outros já são mais a remasterização em alta definição do “The Wind Maker” para WiiU.

Mas então, o que torna esse novo Zelda tão especial? De tudo que já temos de inovação na franquia, o que poderia ser tão diferente?

Sinceramente? Acho que nada. Ou melhor, tudo.

Na verdade, “Breath of the Wild” é uma mistureba dos outros Zeldas (e claro, de outros games) incorporado em um motor gráfico mais atual e que, além de ser um bom jogo de mundo aberto, tem a importância de fechar uma geração de consoles da Nintendo (os WiiU) e abrir para um inovador e já sucedido videogame da marca (Switch). Afinal, jogar um game de ação em terceira dimensão, dessa qualidade, com gráficos atualizados e ainda com toda a liberdade de ser um console híbrido (portátil e de mesa), com certeza é uma experiência diferenciada.

“Breath of the Wild” traz uma nova perspectiva para os games de mundo aberto. O que muita gente criticava nos atuais games da produtora japonesa Nintendo, principalmente os longos e demorados tutoriais, não existe nesse Zelda. – E esse é seu diferencial – Uma inovadora visão de como jogar em mundo aberto.

Exatamente assim: liberdade de aprender, pesquisar, procurar e fazer do seu jeito. É como se Link, mesmo que em silencio, tivesse renascido 100 anos após sua última aventura e tivesse que crescer novamente, armazenando experiências de como e onde explorar. E não apenas de XP ou itens colecionáveis.

Aliás, quase não há linearidade no jogo. Seja nas vilas, torres e estábulos, as características são diferentes e únicas. Ou mesmo nas “Shrines”, puzzles um pouco repetitivos, mas nada que estrague ou atrapalhe esse novo jeito de caçar, cozinhar, lutar, voar e correr no mapa de Hyruli, tão gigantesco como o de Witcher III ou do estupendo Skyrim.

Detalhe interessante de ver como o jogo é bem produzido: em todos os cantos do mapa é possível encontrar um NPC com uma nova história ou uma montanha sombria com algum novo monstro. Inclusive as mudanças climáticas do jogo são bem dinâmicas. Resumindo, o jogo é como um rio, nunca é o mesmo e muito menos você o completará da mesma forma/maneira.

Premiações – The Legend of Zelda: Breath of the Wild – recebeu além de Game Of The Year (Melhor Do Ano), estatuetas de Melhor Jogo de Ação/Aventura e merecidamente, Melhor Direção. O game conseguiu algo que a muito tempo não se via, “reviews” e analises com notas 10/10 em muitos sites e revistas especializadas, além de ser um campeão de vendas do ano, algo estimado de 4,7 milhões de unidades apenas para o Nintendo Switch e na sua estreia.

E se para alguns 2017 foi um ano fraco, para muitos, principalmente fãs de franquias antigas, esse foi um ano muito criativo. E sim, esse é o jogo do ano de 2017, lançado para Nintendo Switch e WiiU, The Legend of Zelda: Breath of The Wild traz de volta a nostalgia dos grandes jogos e principalmente a diversão como foco de desenvolvimento de um grande game.

 

Texto: Lucas Luz

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