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CCZ aponta números positivos no controle do Aedes aegypti em Uberlândia

Ações diárias resultaram numa queda de 82% nos casos de dengue e 89% nos de chikungunya

Foto: Divulgação/SecomPMU

Com o lema um minuto de descuido pode ser fatal, o Programa de Controle da Dengue do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) trabalhou diariamente em 2017 para evitar que Uberlândia fosse vítima das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Durante todo o ano, foram realizadas visitas aos domicílios e pontos estratégicos, ações de bloqueio, retirada de pneus, entre outros. Ações que resultaram numa queda de 82% nos casos de dengue e 89% nos de chikungunya na cidade.

A redução nos casos, conforme explicou o coordenador do programa, José Humberto Arruda, é reflexo do trabalho diário e também do envolvimento de todos. O resultado é vistocomo positivo, dadas as condições encontradas no início de 2017. “Tivemos apoio de empresas, associação de moradores, instituições diversas, da população em geral, bem como da participação efetiva da Atenção Primária, com os agentes comunitários de saúde. Precisamos continuar com essa conscientização para evitarmos novos casos. Não podemos descuidar jamais”, salientou.

Um dos trabalhos que contribuíram para a queda foi a retomada da ação de bloqueio, logo em janeiro.  O trabalho é realizado em bairros que tiveram casos suspeitos das doenças transmitidas pelo Aedes. Ao todo, foram realizados mais de 40.128 bloqueios de casos suspeitos.

Ainda em janeiro, o CCZ reestruturou o trabalho em pontos estratégicos, com visitas quinzenais aos ferros-velhos e coleta de pneus nas borracharias da cidade. Além disso, realizou o descarte ambientalmente correto de 43 mil pneus que estavam depositados de forma inadequada no Ecoponto do Distrito Industrial.

Também foram intensificadas as visitas nos imóveis fechados para aluguel ou venda após uma parceria com as imobiliárias do município e o acompanhamento e inserção do peixe lebiste, que é a melhor solução para eliminação das larvas do Aedes em locais que não podem ser tratados com larvicidas, como piscinas, fontes, tanques de decantação e outros.

Ações e estratégias para 2018

Mesmo com ações diárias e intensificadas no município, qualquer descuido pode ser fatal. Por isso, o coordenador reforça que todos precisam ajudar e planeja intensificar as ações que deram resultados positivos na eliminação do mosquito. “Pretendemos continuar com a atenção redobrada com a coleta de pneus, bem como a aplicação do peixe lebiste, principalmente com o cadastro das piscinas e locais que não podemos utilizar o larvicida, além da ampliação das visitas aos imóveis fechados para venda e aluguel”, projetou Arruda.

O coordenador do Progama de Combate da Dengue reforçou ainda que em caso de dúvidas, a população pode ligar no Centro de Controle de Zoonoses. O telefone é: (34) 3213-1470.

Veja a efetividade das ações desenvolvidas em 2017!

2016 2017
Dengue 2016: 9.419 casos confirmados

 

Dengue 2017: 1.679 casos confirmados – queda de 82%

 

Zika vírus 2016: 76 casos confirmados Zika vírus 2017: 8 casos confirmados – queda de 89%

 

Confira, em números, as ações desenvolvidas em 2017

 

8.500 pontos estratégicos visitados

 

 

40.128 casos suspeitos bloqueados

 

467.384 imóveis visitados pelos agentes do CCZ

 

49.286 imóveis visitados pelos agentes de saúde

 

2.619 imóveis cadastrados em imobiliárias monitorados

 

 

1.415 pontos de ônibus vistoriados

 

602 atividades de Ronda escolar

 

 

246 palestras e stands em empresas

 

58 caixas d’água vedadas

 

229.144 pneus coletados em borracharias, domicílios e terrenos baldios

 

772 imóveis visitados para controle biológico de Peixe

 

817 vistorias em imóveis abandonados

 

 Texto: Secom PMU

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