Entrevista Expresso Foco Sindicato Rural de Uberlândia

Gustavo Galassi, eleito novo presidente do Sindicato Rural de Uberlândia diz quais serão as prioridades para 2018

Gustavo Galassi foi eleito no dia 21 de dezembro, ele venceu o candidato Paulo Roberto Cunha, por 253 votos a 179.  A eleição mobilizou grande parte dos associados do Sindicato Rural e mobilizou todo o setor. Gustavo que já foi vice-presidente da entidade, pretende usar sua  experiência e tradição no agronegócio para manter a união do setor e lutar por melhorias para a classe. Ele irá substituir Thiago Fonseca e tomar posse em fevereiro de 2018.

Gustavo, talvez essa tenha sido a eleição mais acirrada da história do Sindicato Rural, como você avalia a disputa?

Eu acho que a disputa foi uma divisão dentro de uma classe entre amigos e que precisa muito de união, então a gente tentou em um primeiro momento que não houvesse disputa para não ter uma divisão. Não havendo consenso, que foi muito tentado, houve a disputa que por um lado foi sadia, mexeu com o Sindicato, mexeu com os associados, nunca na história do Sindicato teve uma participação tão maciça de associados querendo participar do processo eleitoral, teve uma visibilidade muito grande no Sindicato, na sociedade toda, na região toda, muita gente interessada e a gente vai tentar aproveitar essa visibilidade para unir a classe e colher frutos de todo mundo que agora mexeu com todo mundo o sindicato passou a ter uma força até maior do que já era.

Pelo resultado é visível que obteve uma boa vitória, mas os associados ficaram divididos, como você avalia essa questão?

Eu considero uma boa vitória, a gente sabia que teria uma divisão, ninguém achou que iria ganhar com muitos votos, porque são dois grupos de diretores representativos em seus setores, cada um tem sua representação, nós conseguimos reunir apoios importantes que no final do processo além do peso da diretoria, que era muito experiente com gente representativa e setores no agronegócio e os apoios, foram fundamentais para ter a vitória com essa diferença.

Qual serão suas prioridades dos primeiros seis meses?

Vamos fazer uma reengenharia na parte funcional, mudam os diretores, a gente tem que entrar já de cara com a Semec, que tem seu início dois meses após a posse, que já exige uma dedicação grande da diretoria, temos uma parte das propostas já bem encaminhadas  que a gente já pode dentro dos primeiros seis meses apresentar aos associados, como convênio médico, algumas assistências, alterações de alguns setores, jurídico, ambiental, então nos primeiros seis meses vão vir muitas novidades.

O Sindicato Rural tem sido uma escola de política, pretende manter essa tradição?

O Sindicato tem sido uma escola política, assim como a CDL , a ACIUB, também tem várias lideranças saíram que saíra de dentro da casa. Eu acho que essa tradição é natural, acho que quem entrar no sindicato pensando em utilizar a entidade como um degrau político já nasce morto , isso é natural das pessoas. Eu não tenho foco nenhum que não seja o Sindicato Rural agora, nem penso em degrau político porque eu sou filiado desde os 18 anos, todas as oportunidades eu já tive para ser candidato, eu não ia esperar a vida inteira pra usar o sindicato pra isso, acho que é uma escola mas as coisas são naturais, a vontade acontece natural, se for vai ser de mim ou de outra pessoa, mas é natural não está vinculado ao cargo nem a diretoria.

Qual a sua mensagem para o associados?

Gostaria de desejar a todos os associados um 2018 cheio de realizações, nós vamos entrar com uma diretoria nova, nós temos desafios gigantes a partir de 2018, que vão exigir o máximo de cada diretor, e pode esperar o máximo de empenho e dedicação para que possamos representar com toda  maestria, até o final da nossa gestão.

 

Texto: Maria Clara Faria

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