Destaque Editorial Expresso

Para onde ir agora? Bom 2018!

“Para onde ir agora?”, pergunta feita na capa da Revista Exame, edição 929, com data de 22 de outubro de 2008.

Foto: Pixabay

Passaram-se nove anos e estamos fazendo há algum tempo a mesma pergunta. Em 2008 ocorreu o ápice da crise norte-americana, algo de fora para dentro. A situação agora é mais crítica: vivemos uma crise em que alguns políticos e empresários ultrapassaram todos os limites éticos, a maior corrupção da história mundial. E ainda tentam se passar por inocentes. Inocentes e vítimas são os brasileiros, por terem deixado o País ficar nessa situação – e alguns ainda acreditam que os culpados são santos.

Para onde ir agora? Para 2018, ‘onde’ a classe política mais uma vez criou um modelo de eleições que dificulta aos novos se elegerem, ‘onde’ os atuais detentores de mandatos controlam os partidos e o famigerado fundo de campanha. De acordo com especialistas, a previsão de renovação é de 62%. Mas quem vai entrar, será de fato com mentalidade e compromisso com o eleitor, ou fruto dos esquemas deturpados criados pelos atuais políticos? Na verdade, temos um sistema no qual a maioria dos políticos cuida de interesses particulares, e não de seu eleitor. Porém, é importante também o eleitor fazer uma reflexão: os que estão hoje na política, estão em razão de seu voto? O que fazem é resultado da prática que predomina na comunidade, em que o pessoal predomina sobre o coletivo, na maioria dos segmentos?

Para onde ir agora? A mesma pergunta fazemos para a área econômica. Chegamos a um momento no qual temos motivo para duvidar dos números apresentados, cuja projeção para 2018 tem mudado de acordo com uma possibilidade de votação no Congresso. Com um índice alto de desemprego, com um PIB insignificante, que não atende à realidade. A aposta tem sido na eleição de um novo presidente, entretanto, com partidos sem credibilidade que, quando não estão sob o crivo da Justiça, aparecem nos noticiários trocando voto por emendas ou cargos; em um país onde os membros do Supremo foram indicados pelos partidos que estão sob suspeita.

Para onde ir agora? Acreditamos que devamos ir a algum local para fazer penitência e refletir profundamente sobre como mudar a nossa atitude nos próximos anos, começando no poder mais próximo: o municipal, onde nasce o político, no qual às vezes muitos votam apenas por ser amigo, em troca de um favor pessoal, e não para representar a sua cidade. A boa política é indispensável, temos que tratá-la com maior seriedade, participando todos os dias, cobrando, reelegendo os bons. Porque todos participam, pela ação ou pela omissão.

2018 poderá ser um bom ano, mas depende muito mais de cada um de nós do que dos governos. Faça a sua parte. O JORNAL agradece a você, leitor, que é motivo de nossa existência, e vamos fazer o que prometemos: de forma responsável, independente, lutar por uma cidade e um país melhores.

Bom 2018!

 

Editorial O JORNAL de Uberlândia

Notícias relacionadas