Foco Segurança

Procurador Geral do MPE se reúne com representantes da Polícia Civil

Representantes dos Sindpol e do Sindepominas participaram da reunião que teve como pauta a operação Fênix deflagrada pelo Gaeco em Uberlândia e região.

Foto: Divulgação / Sindepol

O procurador geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet, se reuniu na manhã de quinta-feira (28), com representantes do comando da Polícia Civil, entre eles o chefe da corporação, delegado-geral João Otacílio Silva Neto e o corregedor-geral Gustavo Adélio Ferreira. Representantes dos Sindpol e do Sindepominas também estavam presentes na reunião que teve como assunto principal a operação Fênix deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Uberlândia e região.

Após ouvir os presentes, Tonet, disse que é necessário harmonia entre as Instituições, tendo prudência para se buscar um caminho diante dessa situação. “Vou avaliar as ponderações plausíveis feitas aqui, nesta reunião. Temos que ter cautela diante de situação de tamanha proporção, sem precipitações, pois há todo um contexto para chegar aos fatos ocorridos. Estou reunindo com várias autoridades a fim de apurar as ações das Instituições envolvidas na Operação Fênix. Precisamos manter a harmonia entre as Instituições, para manter as prerrogativas de cada uma. Nossa intenção é de conservar este trabalho entre as Entidades”, disse e acrescentou que dará uma resposta sobre as decisões do órgão logo após o recesso de fim de ano, em relação às indagações do Sindepol.

Diante do ocorrido o  chefe de Polícia, João Otacílio, sugeriu uma força tarefa com as corregedorias do MP, da PC e da PM. Já o corregedor geral, Gustavo Adélio Ferreira afirmou que a corregedoria procurou estar presente após o ocorrido. “Não participamos da Operação Fênix porque não tínhamos conhecimento, o que é estranho, pois em todas as demais etapas da operação, a corregedoria participou dos atos, inclusive efetuando dezenas de prisões”.

O chefe de gabinete da Polícia Civil, Bruno Tasca, apresentou críticas à forma como a operação foi desencadeada e disse que haverá um rompimento na integração entre as polícias. “O Conselho da PCMG se reuniu e decidiu oficiar todas as autoridades competentes, deixando claro o iminente rompimento de integração entre as Policias Militar e Civil, após o fato de Uberlândia”, afirmou.

Os dois sindicatos afirmaram que a operação desrespeitou a prerrogativas dos ocupantes de cargo policial efetivo. O presidente do Sindpol, Denilson Martins, disse que não se pode esconder a realidade do que acontece em casos de servidores que desrespeitam a instituição parceira. “Temos que ter procedimento padrão, a fim de evitar injustiça e usurpação de função. Questões pessoais não podem, nem de perto, serem misturadas com questões Institucionais. Deve-se respeitar a honra, a convivência harmônica e a integração das Instituições”. Já o presidente do Sindepominas, Marco Antônio Lobo, destacou que, “atuações como esta precisam de uma resposta imediata, para se manter a honra das Instituições. Este fato de desvio de função pode comprometer o andamento dos trabalhos em conjunto das Instituições de Justiça, a qual deve ser tratada de maneira equânime, que a balança não tenha preferências. As Instituições são maiores que as pessoas”.

Texto: Redação

Notícias relacionadas