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Uma competição de bons dividendos financeiros!

Estou falando da Libertadores da América. Para entrar nela, não é tão difícil assim. Basta um time razoável e regular no decorrer do Brasileirão e, pronto, está dentro dessa Copa das Américas.

Foto: Divulgação

A Libertadores é um campeonato diferenciado. Quem consegue chegar ao cetro máximo nem sempre é a melhor equipe tecnicamente.

Nos vários jogos, vemos catimba, pressão exagerada, arbitragem péssima, atitude desumana, práticas de violência, intimidação e muitos horrores.

A premiação das equipes tem melhorado sensivelmente nos últimos anos, sendo um bom estímulo aos disputantes.

A Confederação Sul-Americana de Futebol, embora acumulando fraquezas e corrupções por anos e anos, tem prosperado na transparência.

Não pensem que essa mudança foi de livre e espontânea vontade. Aconteceu que a Justiça americana tem passado um pente fino no mundo da bola. Como lá o tema justiça é algo sério, muitos peixes grandes do esporte têm sido surpreendidos pelos atos desonestos que vêm praticando ao longo do tempo.

Indo para o quadrilátero verde, onde a bola rolando é o que nos interessa, depois de sacrifícios desumanos, a equipe chega conquistando a Taça Libertadores.

Depois das incríveis vitórias de campeão, tudo são paraíso e curtições! Nada disso!

Vêm as propostas de Europa e China, querendo levar seus melhores atletas.

O time bate o pé, não querendo vender. Aparecem o empresário ganancioso e o jogador envenenado, fazendo de tudo, até chantagens, para ter a transferência concretizada.

Com a faca no peito, o campeão da Libertadores é desmanchado.

A próxima competição é o Torneio Mundial dos Clubes Campeões, na Ásia.

Se o adversário é o Real Madrid ou o Barcelona, o coitado sul-americano vai tremendo para perder de pouco.

Caso não seja um desses dois espanhóis, é mais tranquilo, podendo jogar-se por uma bola, conforme foi aquele gol do Guerreiro que o faz viver dele no futebol até hoje.

Precisamos recuperar o prestígio sul-americano. Sair desse mundo de segunda categoria da bola.

Voltar para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído!

 

Texto: Lucimar César

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