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O que ouvir em 2018?

Jack White no Bonnaroo Music Festival

Não sei quanto a você, mas eu com toda certeza será rock n’ roll. Por isso, sugiro alguns lançamentos para bombar suas playlists neste ano.

Anderson Tissa é jornalista, publicitário e autor da coluna Vida Longa, Baby / Imagem: Douglas Luzz

Jack White está de volta e com um novo trabalho bem a sua cara. O terceiro álbum solo do guitarrista “parece ser bastante bizarro”, como ele mesmo o descreve. Um trecho, do que pode ser uma das faixas do disco, está disponível para audição no YouTube. Ouvi e discordo da definição de White. Seu álbum que está por vir não parece bizarro, é na verdade totalmente bizarro, esquizofrênico, alienígena. Há momentos que você se imagina num campo de concentração, segundos depois, está num restaurante luxuoso, em seguida, num jogo de vídeo game, e quando se anima com um riff no minuto 1’46’’, tudo volta à extrema loucura cinco segundos depois. Coisas extravagantes são bastante comuns no portfólio deste americano, e sem querer fazer pré-julgamento de sua obra, mas já dando pitaco, desta vez, me parece que White foi longe demais. O sucessor de Lazaretto deve se chamar Boarding House Reach e o lançamento é esperado para o primeiro semestre.

Outros dois ícones do rock, um morto e o outro quase, também vão lançar discos em 2018. Jimi Hendrix bateu as botas em 1970, porém seu novo álbum, que terá 10 faixas inéditas no total de 13, sairá em 9 de março deste ano. Depois de um perrengue judicial, a Experience Hendrix e a Legacy Recordings anunciaram que canções compostas entre 1968 e o ano de sua morte, farão parte de Both Sides of the Sky. Chego a me entusiasmar com a possibilidade de ouvir as performances deste lendário guitarrista em músicas inéditas. O outro nome emblemático é Ozzy Osbourne. O Madman sairá pela última vez em turnê este ano, passando pelo Brasil, e mesmo assim pensa em fazer um álbum final. Pelo que vem declarando na imprensa, o comedor de morcego tem cerca de sete músicas prontas, mas acha o custo-benefício de lançar um álbum atualmente bem diferente de antes. “Ninguém mais compra CD”. Apesar do prejuízo, fico na torcida pelo disco derradeiro de Ozzy. O rock merece.

Uma banda que aprendi a gostar bastante é o Arctic Monkeys. Sumidos desde 2013, quando lançaram AM, os britânicos até fizeram os fãs esperarem por um álbum de inéditas ainda em 2017, o que não aconteceu. Em estúdio desde dezembro de 2016, é bem provável que o novo disco saia neste ano. Não gosto dos três primeiros registros da banda, são bem adolescentes e sem propósito. Em contrapartida, os dois últimos mostram amplitude musical e o amadurecimento do grupo. Espero que neste ano tenha disco novo e que continuem me surpreendendo.

Vou ficar de ouvidos abertos também para os lançamentos de James Bay, Vampire Weekend, Interpol e The 1975. Assim como, os grupos Florence + The Machine, My Bloody Valentine, Gorillaz e Nine Inch Nails devem lançar novos álbuns.

De brazucas, estou ligado somente na Ópera Rock dos Titãs, que foi inspirado no cultuado Quadrophenia, do The Who, e American Idiot, do Green Day. Serão 31 músicas e algumas foram apresentadas no Rock in Rio #EuFui. Difícil comentar antes de ouvir, e apesar de desejar que façam um excelente disco, fico muito com o pé atrás sobre este projeto. Tomara que fique bacana.

Por fim, para quem gosta de rock pesado, não é muito a minha praia, gosto de uma coisa ou outra, pode se animar. A bem-sucedida Rammstein confirmou um disco de inétidas para este ano e criou um alvoroço na internet. Outros nomes do som distorcido ultra mega pesadão também anunciaram novos discos para 2018, são eles: Slayer, Judas Priest e a heavy metal lacradora Sandy.

Texto: Anderson Tissa

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