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Soneto da dualidade

Foto: Marcelo Felice

Um coração já tão sofrido

Por tanta tristeza dilacerado

Volta a bater, preenchido

Por um amor há tanto abandonado…

O sentimento ainda intenso, no entanto,

Não tem mais a mesma beleza,

Houve a quebra daquele encanto

A perfídia lhe roubou a pureza…

Que fazer com essa dualidade

Tanta dor que ainda hoje me invade

Tanto amor que essa mulher me inspira!

É preciso esquecer a verdade

Porque me é imprescindível matar a saudade…

E aceitar superar a mentira…

 

Texto: Marcelo Felice

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