Cidade Destaque Expresso

Manifestantes fazem quarto protesto contra aumento dos preços dos combustíveis

Desde a semana passada o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 4,69 na maioria dos postos de Uberlândia

Foto: Leonardo Leal

Cerca de 50 manifestantes realizaram na tarde de terça-feira (09), o quarto protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis. Eles foram até um posto de gasolina da rua Pedro Bernardos, colocaram seus carros nas bombas e fizeram uma fila de uma quadra na extensão da via. Portando bandeiras do Brasil e acionando buzinas, eles protestavam contra o valor da gasolina que está sendo vendido a R$ 4,69 nos postos de Uberlândia. Desde o aumento de quinta-feira (04), esse é o quarto protesto, na segunda-feira (08), os manifestantes impediram a saída de caminhões da distribuidora de manhã até o meio dia.

“O movimento começou na quinta-feira às 15h30 porque o povo está indignado, está revoltado não suporta, mais. Fizemos manifestações na sexta-feira e no sábado. Não vamos parar, porque o Brasil é nosso. Nós somos contra todo tipo de corrupção no país”, afirmou Lauro Belchior, comerciante e um dos organizadores dos protestos.

Outro integrante dos protestos, o corretor de imóveis Queinever Leão afirmou que em Araguari e em outras cidades, a gasolina está sendo vendido a R$ 4,14 e em Uberlândia a R$ 4,69. “É muito injusto, em São Paulo a gasolina é vendida a R$ 3,89. Aqui em Uberlândia, nós não entendemos o por quê de 150 postos praticarem o mesmo preço. Nossa ação é uma forma de conscientizar os donos de postos de combustíveis. Não aguentamos mais pagar tão caro por um litro de combustível”, disse.

Foto: Leonardo Leal

Também a cabeleireira Sueli Florentino disse que está acompanhando os protestos todos os dias. “Está todo mundo mobilizado e não vai parar enquanto não tiver uma definição. Esses aumentos são um abuso contra a população, os consumidores, com o país, é um desrespeito total à sociedade e a única forma que temos é protestar”.

Sobre os aumentos do preços a Petrobrás publicou em seu site que “a política de preços para a gasolina e o diesel vendidos em nossas refinarias às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado – importação do produto. Além de uma margem que considera os riscos inerentes à atividade de importação como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços”.

Já o Minas Petro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais) entidade que representa os cerca de 4 mil postos de combustíveis do estado, informou por meio de nota que “os estabelecimentos revendedores de combustíveis são apenas mais um elo na cadeia de comercialização, esta que é extensa e composta por importantes players durante o processo, desde o refino até a disponibilização do produto ao consumidor final”.

O sindicato destaca ainda que, “os postos, sendo o último e mais visado elo no segmento de distribuição e revenda, dependem de decisões e repasses – caso estes aconteçam – por parte dos outros agentes do setor; ou seja, governo, refinarias, usinas de etanol e companhias distribuidoras. O sindicato pontua, novamente, que não estima o período para que determinadas baixas ou altas de impostos sobre os combustíveis tenham impacto direto nas bombas”.

 

Texto: Leonardo Leal

Notícias relacionadas