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Tenha pressa em viver, mas não viva com pressa…

A vida não é uma corrida na qual o primeiro colocado seja o vencedor.

Foto: Sebastião Barbosa

Agora que passou a empolgação das festas de final de ano, já estamos cansados só de pensar o quanto este ano de 2018 está corrido, afinal, temos tantas coisas a fazer “para ontem”.

Vivendo com pressa, na era da informação instantânea, do conhecimento global, estamos padronizando uma cultura da artificialidade, vale não só o que temos – como antes – mas também o que sabemos, ou seja, estamos no império da sapiência.

As pessoas, pensando serem donas do destino, andam impacientes com o tempo, querem tudo rápido, na hora e da forma que elas querem… isso gera uma onda de intolerância geral uns com os outros.

Mas, na verdade, é o tempo que passou a ser o senhor das pessoas.

Conectados em rede, nos transformamos numa espécie de humanóide portátil, processando dezenas de dados inúteis, sabendo de tudo que está acontecendo e participando da sociedade “bem informada”.

Acabamos de criar mais uma classe a ser discriminada: “os maus informados”.

Mas, afinal, o que conhecimento tem a ver com nosso tema?

Exatamente o fato de ser a razão de viver apressadamente, o mais veloz, que tiver maior quantidade de informações (experiências) será o mais competitivo e o mais reconhecido pelos demais.

Assim, todos estão correndo, rapidamente, atrás das experiências de sucesso: o carro novo, a viagem do ano, a comida diferente, a roupa da moda, mais um diploma, o relacionamento ideal, o assunto atual…. a sonhada felicidade! Dita, escrita, fotografada, filmada e publicada simultaneamente.

Então temos que ter conhecimento rápido, o máximo de experiências possíveis para sermos felizes neste momento.

Com isso, na contramão do esperado, temos uma legião de ansiosos, com várias manias (doentias) e uma boa parte com depressão.

A realidade nos mostra que viver com pressa não está dando certo.

Precisamos parar, literalmente, de ter pressa de querer ”ter tudo num toque de dedo”. Vamos começar a acalmar nossos anseios, domar o tempo e virar a búsola de nossas expectativas para o norte da simplicidade, do suficiente, da paciência e da velha “prosa”.

É bom reconhecermos que a maioria de nossas decisões são baseadas no que acreditamos e não no que sabemos, vivemos significativamente pelas nossas crenças.

Desta forma, de nada adianta essa correria se não acreditarmos que a paz interior é o caminho a seguir para uma existência feliz, mesmo que tenhamos “altos e baixos”, é preferível ter pressa em viver plenamente em paz conosco, com nossa família, amigos e comunidade.

Espero, sinceramente, que neste ano, “respire fundo” e a pressa seja para alcançar, no íntimo, a PAZ!

Feliz, você, em 2018!

 

Texto: Dr. Sebastião Barbosa e Silva Junior

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