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Governo, que governo?

A questão, caro leitor, é: quando diminui a receita, a fim de pagar os compromissos, o que fazemos? Trabalhamos mais ou diminuímos as nossas despesas. Não é assim?

Foto: Pixabay

O mesmo deveria ser feito pelos nossos representantes, mas não é o que acontece. Usam a caneta, aumentam os impostos, as taxas, os serviços, como combustíveis, energia elétrica, água, tudo o que têm direito, e mais: criam os REFIS da vida, para beneficiar os maus pagadores – entre eles, muitos amigos. Após essa equivocada prática, aumentam os seus próprios salários e investem em propaganda. E criam fundo de campanha para se manter no poder. Afinal, temos 10% de analfabetos e 70% de analfabetos funcionais, que leem, mas não entendem o que leem.

Os cálculos do governo devem ser muito diferentes da vida real… dizem que a inflação está abaixando, mas o combustível, que é responsável pelo transporte de tudo, aumenta de forma vergonhosa várias vezes ao ano. Será que a inflação está abaixando mesmo? É difícil acreditar em um governo impopular, que todos os dias é motivo de escândalos.

As nossas lideranças políticas estão passando dos limites. Por mais ordeiro e manso que seja o brasileiro, há um limite e esse jogo de esquerda versus direita não cola mais, “quem fez errado foi o gestor anterior e agora, o que vivemos é consequência”; além do velho refrão “nós e eles” e de dizerem que as eleições de 2018 serão um marco. Isso é balela. O que vemos nas redes é que estamos sem autoridade. Isso é muito sério, não há democracia sem autoridade. A estabilidade de um país depende de governos sérios, competentes. São dois atributos indispensáveis, os quais os nossos governantes não vêm demonstrando ter, e nem vontade de mudar essa imagem – o que é possível com bons exemplos.

Caso não aconteça algo diferente, caminhamos para ser semelhantes à Venezuela, o que ainda não conseguimos imaginar. É possível evitar, mas na direção em que estamos indo, não será feito pelas atuais lideranças. Confessamos que está muito difícil escrever com responsabilidade sobre o que está acontecendo, porque não podemos ser bombeiros, e muito menos incendiários. Mas acredito que juntos podemos construir um novo caminho.

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

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