Destaque Editorial Expresso

As reformas nos Estados e Municípios

É necessário ter um clima de confiança para atrair mais investimentos, é necessário ter regras claras

Foto: Romério Cunha

Os empresários brasileiros que estiveram presentes ao Fórum de Davos na Suíça cobraram do presidente da República que continue com as reformas, que trabalhe mais. É necessário ter um clima de confiança para atrair mais investimentos, é necessário ter regras claras. Devemos concordar, não é possível diminuir as desigualdades sem desenvolvimento econômico, este é que gera empregos, receita para os municípios investirem em saúde, segurança e infraestrutura.

Há algum tempo são cobradas as reformas no plano federal, mas pouco ou nada se faz nesse sentido, em relação a Estados e Municípios. Temos que começar a cobrar. As reformas devem ser feitas também nesses locais. Como estão os mais de 5 mil municípios e os 26 Estados brasileiros e, também, o Distrito Federal. Onde estão sendo aplicadas as suas receitas? Os impostos estão sendo aplicados com critério? As máquinas públicas estão sendo avaliadas nos quesitos de transparência e resultados? Como está a produtividade em cada setor dos Estados e dos Municípios? Os cargos estão sendo ocupados pela competência ou por mera indicação política? Eles estão prestando contas como administradores do nosso patrimônio ou apenas fazendo política? Temos de lembrar que o mundo exige mais, e não apenas mais do mesmo.

Na maioria dos municípios, as secretarias que têm menor orçamento são as responsáveis pelo desenvolvimento econômico. Geralmente menos do que aquilo que se gasta com as Câmaras Municipais, que nos últimos anos têm sido alvo de insatisfação da população.

Mas um dos motivos de não se reivindicarem reformas no plano municipal é que a população não sabe o que quer, ou não está organizada para definir prioridades. No fim, as obras são para atender os mais próximos do poder. E quando faltam recursos, a opção está em buscar financiamentos ou aumentar os impostos. Poucos são os que se preocupam em melhorar a produtividade, em incentivar a criatividade e premiar os servidores.

Há muito que melhorar nos três planos de governo. Por diversas vezes o problema não é de falta de renda: não se obtêm os resultados necessários por falta de uma boa gestão. A mudança desse modelo depende mais da atitude do cidadão do que dos gestores, porque estes são representantes, detentores de valores dos que votam.

 

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

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