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Silas Brasileiro, presidente do CNC, fala sobre a volta ao Congresso e o fortalecimento da cafeicultura

O agronegócio café fortalecido em todos os rincões é o caminho para municípios prósperos e melhora da qualidade de vida como um todo na visão do presidente 

Foto: Divulgação

Com uma vasta experiência nos poderes Legislativo e Executivo, e uma atuação constante na melhoria dos municípios voltados para o agronegócio, Silas Brasileiro destaca o fortalecimento da cafeicultura e a importância do conhecimento e da tecnologia chegarem a todos os produtores.

Em entrevista para O JORNAL de Uberlândia, o presidente do CNC (Conselho Nacional do Café) aponta que a recuperação da economia demonstra um contexto positivo para o país e defende que a atuação em favor do Brasil e não de interesse partidário é o caminho para a credibilidade na política. Confira abaixo a entrevista.

 

O senhor tem dedicado parte significativa de sua vida a uma das áreas mais importantes do agronegócio, que é o café. Como está o setor atualmente?

O agronegócio café se encontra em cenário de modernidade e investimentos, onde se observa uso intensivo de tecnologia como resultado de pesquisas realizadas. Por ser uma cultura heterogênea, sabemos que os cenários são diferentes para cada produtor. Exatamente por isso, como presidente do CNC, seguimos batalhando para alcançar melhorias e renda para cada um de nossos cafeicultores.

Por ser presidente da principal entidade em prol da cafeicultura, o CNC, como o senhor analisa o futuro do setor e o que ele significa para a nossa economia?

A cafeicultura tem a sua história vinculada à estruturação e à industrialização do Brasil, permitindo que o País se tornasse a potência atual, mesmo em meio a adversidades e discrepâncias que sabemos por termos o tamanho geográfico de um continente.

Para o futuro, vejo a cafeicultura mais moderna, adaptando-se às tecnologias contemporâneas, gerando divisas, preservando o meio ambiente e mantendo sua função de principal geradora de emprego.

Atualmente, o café é referência no agronegócio em razão da dedicação dos produtores e das atividades das cooperativas, associações, federações e do CNC, que atuam junto aos governos e a outras áreas. O que é necessário fazer para que o setor seja cada vez mais competitivo?

Modernizar-se. Vivemos uma evolução intensa, mas reconhecemos que as novas tecnologias e conhecimentos precisam avançar porteira adentro em muitas comunidades mais carentes. E é nesse sentido que, como virtual candidato e presidente do CNC, volto meu olhar e entrego minhas forças, pois uma cafeicultura forte em cada rincão onde se encontra é sinônimo de regiões e municípios fortalecidos economicamente, possibilitando melhoria de IDH como um todo.

A grande preocupação dos brasileiros hoje é com a política do País, que chegou a uma situação lamentável. Como analisa esse contexto?

Realmente a ‘política’ se encontra em um cenário triste, principalmente desde o impeachment, que gerou incertezas, as quais foram agravadas pelas sucessivas investigações de políticos realizadas no âmbito da Operação Lava Jato. A condição em que o presidente Temer assumiu o tornou dependente do Poder Legislativo nas propostas de reformas apresentadas, fato agravado pelos dois processos levantados contra ele. No entanto, com os julgamentos proferidos, deu-se início a um contexto positivo para o Brasil, que, aos poucos, vê a economia começar a se recuperar.

O senhor atua nas áreas empresarial e política, foi deputado federal muito atuante, em uma época na qual os políticos tinham credibilidade. Como avalia a situação do Congresso hoje? Pretende ser candidato a deputado federal este ano?

O Congresso passa por vários percalços devido a diversos de seus representantes terem seus nomes vinculados à Lava Jato, o que traz descrédito e desconfiança junto aos eleitores em relação à atuação na votação de projetos, nas quais deveriam ter se manifestado a favor do Brasil e não de interesse partidário. Provavelmente essa é a razão da falta de credibilidade reinante. Quanto a participarmos do pleito de 2018, avaliamos com segurança os possíveis apoios, visto que nenhum pretendente a cargo público caminha sozinho. Se tivermos o apoio necessário, como temos recebido manifestações favoráveis até então, disputaremos uma vaga.

 

Texto: Redação

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