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Os gigantes estão de volta! Shadow of the Colossus

Uma verdadeira arte em forma de jogo, provavelmente a obra-prima dos games na metade da década passada, vem com tudo em um novo remake.

Foto: Reprodução

Quando eu disse que esse ano seria especial para a indústria de entretenimento eletrônico, não estava brincando. Se janeiro teve um novo game da franquia Monster Hunter, fevereiro começa com tudo na esperada versão remake de uma obra-prima da indústria: Shadow of the Colossus. Lançado no final de 2005 no Japão e em fevereiro 2006 para o resto do mundo, exclusivamente para Playstation 2, SotC se tornou um clássico dos games de ação/aventura e modelo para novas franquias.

Apesar de ser de história relativamente simples (o já utilizado herói tenta salvar sua princesa) Shadow of the Colossus instiga o jogador a interpretação do enredo em diversas perspectivas. Na verdade, são enigmas que transpõe uma diferenciação no entendimento do game. Chega a ser individual essa imposição. Resumindo: cria-se sua própria interpretação da linha final do jogo. E isso é uma das belezas principais desse clássico. Aliás, os gráficos, para o ano que foi lançado, era algo tão revolucionário que não se imaginava que o Playstation 2 tinha toda essa capacidade de renderização. A trilha sonora então…

O jogo, de terceira pessoa, começa com o protagonista franzino Wander carregando a jovem Mono em sua égua Agro em direção a Terra Proibida, com a intenção de trazer de volta a vida da sua “amada” (interpretativo, já que o game não deixa nada claro sobre ela ser amante de Wander).

Wander enfrentando um gigante Colossus.

Foto: Reprodução

Ao chegar a um templo ele encontra a entidade Dormin. Wander e Dormim fazem um acordo para tentar trazer a vida de volta da jovem Mono, mas em troca, Dormin pede para Wander derrotar os dezesseis Colossus da Terra Proibida. E claro, esses Colossus eram gigantes que armazenavam partes da alma presa dessa entidade Dormin.

– E é aí que o “bicho” pega – Dormin ao contrário é Nimrod. Segundo uma passagem na Bíblia, Nimrod é um personagem caracterizado como o primeiro poderoso na terra, neto de Noé. Foi sob seu comando que Nimrod começou a construção da Torre de Babel com a intenção de se proteger caso Deus fizesse um novo Dilúvio. Parecido com um anti-herói, Nimrod se rebelou contra as naturezas humanas e se tornou um tirano vingador.

Mas será que era isso que Fumito Ueda, criador de Shadow of the Colossus queria que o jogador decifrasse isso do seu game? Fica a pergunta, já que o próprio templo de adoração a Dormin é muito parecido com uma “torre”.

O remake: Em 2011 houve uma remasterização para Playstation 3, mas apenas com melhorias gráficas e atualizações de geração. Agora, em 2018, Fumito Ueda, em conjunto com a Bluepoint Games e a JAPAN Studio, prometeram uma versão completamente recriada, com novas movimentações e cenários atualizados com as realidades da nova geração, além de um novo Modo Foto com a oportunidade de registrar as lindas paisagens do mapa e filtros incluindo um modo noturno. Se a primeira versão do jogo já impressionava, imagina agora com essa atualização?

Com todas essas atrações, obra-prima da indústria de videogames e porque não da arte gráfica em geral, Shadow of the Colossus vai ser lançado dia 06 de fevereiro exclusivamente para as plataformas Sony (PS4, PS4 Pro). Diria que, para quem é entusiasta, é quase uma obrigação jogar o game.

Trailer de Shadow of the Colossus na PGW 2017:

 

Texto: Lucas Luz

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