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Câmara aprova regime de urgência para pacote de projetos do Executivo

Um deles prevê autorização para financiamento de R$ 140 milhões junto a bancos públicos para a realização de cerca de 11 intervenções viárias

Na primeira sessão ordinária de fevereiro, realizada na manhã desta segunda-feira (05), a Câmara de Uberlândia aprovou votação em regime de urgência para quatro projetos do Executivo. O regime teve voto contrário dos vereadores Adriano Zago e Thiago Fernandes.

Um dos projetos prevê autorização para financiamento de R$ 140 milhões junto a bancos públicos para a realização de cerca de 11 intervenções viárias da cidade. Também entraram no regime de urgência o projeto que estabelece o reajuste dos servidores em 4,5% e dois projetos que abrem crédito de R$ 8,8 milhões no orçamento da Secretaria de Educação. Os recursos serão repassados a organizações sociais que atuam no setor, para abertura de seis escolas.

Foto: Aline Rezende

O líder do prefeito na Câmara, Antônio Carrijo, destacou que o pedido de urgência na Câmara tem por finalidade a aprovação rápida para repassar os recursos para abertura das escolas do residencial Pequis e Monte Hebron. Também o reajuste dos servidores é retroativo a janeiro. “Nós precisamos de urgência, não vejo necessidade de o projeto ser votado no fim do mês”, disse e acrescentou que, “várias cidades do país estão pleiteando financiamento junto aos bancos públicos, então quem chegar primeiro vai beber água fresca”.

Em relação ao financiamento para obras viárias, Carrijo disse que existe um limite para endividamento da prefeitura. “A dívida de Uberlândia dá tranquilamente para pagar. Nós temos que pensar na cidade hoje, buscamos esse financiamento para melhorar o trânsito e a segurança da cidade”.

Fotos: Denilton Guimarães / CMU

Ao votar contra, o vereador Adriano Zago destacou que ainda haverá mais nove sessões e ele não teve acesso aos projetos. “Não votarei em um projeto que não estudei e analisei, ainda mais um projeto que autoriza o prefeito a contrair um empréstimo de R$ 140 milhões, para quem estava com dificuldades financeiras, precisamos analisar melhor esses projetos”.

Sobre o reajuste dos servidores, Zago ressaltou que o servidor está em déficit em 13,85%, dos seus vencimentos. “O prefeito está dando um terço de aumento do que o servidor tem direito e está propagandeando, dizendo que está acima da inflação. Já apresentamos emenda do período que ficou sem correção, referente aos últimos três anos”, afirmou.

 

Foto: Divulgação

Também o vereador Thiago Fernandes disse que não havia recebido o projeto e considera temerário o possível financiamento de R$ 140 milhões. “Conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias, isso não é prioridade no orçamento. Faz seis meses, segundo o governo Odelmo, o município estava em calamidade financeira e tinha herdado uma dívida de R$ 300 milhões. Agora, ele contrai um novo empréstimo no valor de R$ 140 milhões para pagar em oito anos com dois de carência. Assim, deixa de atender as áreas prioritárias de Uberlândia que são Saúde e Educação”, afirmou.

 

Texto: Leonardo Leal

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