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Eleições serão decididas nas redes sociais

Nas duas últimas eleições americanas a internet mudou de forma radical o formato das campanhas.

Foto: Pixabay

Nos últimos anos sentimos a importância das redes sociais em todos os setores – no mundo dos negócios, em que o consumidor teve acesso direto à indústria, ignorando as redes de varejo, adquirindo produtos por preço menor e com entrega rápida, sem sair de casa; as grandes universidades digitalizando suas bibliotecas e oferecendo cursos a distância; e nas demais áreas não tem sido diferente.

Nas duas últimas eleições americanas a internet mudou de forma radical o formato das campanhas. Está preocupando todos, principalmente os que se consideram donos do poder: pois em todo o mundo grupos se alternam, e o mais preocupante: ao contrário da evolução da tecnologia, a classe política tem perdido a credibilidade ano a ano. Cientistas políticos já questionam se o sistema democrático no atual formato terá ainda vida longa, porque a maioria dos eleitores não se sente mais representada.

Outra preocupação: em 2016, as informações falsas veiculadas na internet  chegaram a 75%, contra apenas 25% de verdadeiras. Governos discutem como controlar a rede, mas até o momento não estão conseguindo. Para quem sempre controlou o eleitor, as redes são uma ameaça. Mas para nós, eleitores, o fato é positivo: eles terão que mostrar o que estão fazendo, principalmente no Brasil, onde a operação Lava Jato “levantou o tapete”, mostrando toda a sujeira que a maioria dos políticos escondia e onde continuam depositando suas mazelas.

Há um consenso em afirmar que esta será a eleição das plataformas. Quem não estiver na rede está fora. Porém, o problema é que, para ter sucesso na rede, tem que ter conteúdo e, ao que parece, poucos têm de fato realizações compatíveis com seus cargos, além de parte significativa estar na mira da Justiça. Acreditamos que, para se eleger e continuar no poder com credibilidade nos próximos anos, os candidatos terão que ser éticos, ter de fato currículo e conteúdo para colocar nas redes. Esperamos que os bons fiquem e, no mínimo, os que não possuem esses quesitos tenham uma atitude nobre, ou seja, a de não se candidatar em 2018.

 

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

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