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Seis macacos foram encontrados mortos em Uberlândia

Outros seis macacos foram encontrados mortos em Uberlândia após o primeiro diagnóstico positivo no final de janeiro de um animal com febre amarela na cidade.

Foto: P10/PMU

O último primata morto foi achado na manhã desta sexta-feira (16), no bairro Aparecida. Desde o último dia 09 de fevereiro, cinco animais foram recolhidos na região do Rio das Pedras (01), na zona rural, e nos bairros Dona Zulmira (02), Chácaras Tubalina (01) e Marta Helena (01). O CCZ tem feito o recolhimento dos animais e enviado para análise na Funed (Fundação Ezequiel Dias), com objetivo de diagnosticar se o animal foi contaminado ou não com o vírus da febre amarela.

O coordenador do Programa de Controle da Dengue, José Humberto Arruda destacou que após o alerta da Vigilância Sanitária sobre os riscos de febre amarela, a população tem ficado atenta e comunicado as mortes dos macacos ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). “Todo animal encontrado, a gente faz o bloqueio mesmo com possibilidade remota, com o objetivo de preservar a saúde do cidadão”.

Arruda lembrou que os animais podem morrer também por causas naturais ou acidentes. “É muito comum na área urbana, eles levarem choques porque têm a cauda longa e ao tocar nos fios causam um curto circuito. Por via das dúvidas e sabendo que tivemos uma confirmação aqui, a gente faz o bloqueio em todos eles”.

O coordenador disse que as ações são intradomiciliares. “Entramos nas casas, eliminamos os focos, fazemos uso de um veneno para o mosquito em fase de larva. Verificamos o cartão de vacina, e recomendamos a vacinação para quem não foi imunizado.

 

15 mil pessoas imunizadas

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Cláubia Oliveira, Uberlândia conta hoje com 70 salas de vacina todas com a vacina da febre amarela. As UAIs (Unidades de Atendimento Integrado) estão com horário estendido até às 20h para atender a população que trabalha. “Em janeiro, aplicamos cerca de 10 mil doses nas unidades de saúde. Fizemos uma ação também no início de fevereiro no Parque do Sabiá e no Terminal Central, foram em torno de 4,6 mil doses. No total, temos registrado em torno de 15 mil doses da vacina”.

Cláubia destacou que a cobertura da vacinação estava em 90% da população, no início do ano. “A gente precisa alcançar 95% de cobertura vacinal, continuamos vacinando em todas as unidades de saúde e no sábado (17), iniciamos uma ação na zona rural que vai até o início de abril”.

A coordenadora lembrou que no ano passado foi feito vacinação em 100% da zona rural e agora as equipes voltam para fazer uma varredura. Ou seja, certificar que todas as pessoas estão vacinadas. “Se não tiverem vacinadas, elas vão receber a dose da vacina. A estratégia de ir no final de semana é de alcançar o maior público”.

A coordenadora lembrou que ações de vacinação também são realizadas nas empresas quando solicitadas, nos presídios e assentamentos. “A população tem que se vacinar e combater o Aedes Aegypti. A gente disponibiliza a vacina mas é preciso que o morador tome a vacina e elimine os criadouros de mosquitos”, disse e acrescentou, “a vacinação é a única forma de prevenção, uma vez que a febre amarela é uma doença muito grave com um índice de letalidade de 50%. De cada dez cinco evolui para óbito. Não tem febre amarela branda”.

 

Texto: Leonardo Leal

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