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Assédio Sexual

Não nego que exista assédio sexual e que este seja um comportamento lamentável.

Foto: Pixabay

Porém, sou obrigado a me colocar contra o patrulhamento ideológico que tomou conta da questão e dominou a mídia. Não sou o único inquieto com isso. Recentemente um grupo de mulheres francesas (atrizes, intelectuais, acadêmicas etc) assinou um manifesto publicado no jornal Le Monde rejeitando os excessos das denúncias de assédio sexual e asseverando que os homens devem ser livres para abordar as mulheres, inclusive de maneira insistente. O manifesto afirma ainda que a caça às bruxas reprime a liberdade sexual e ameaça conquistas femininas. Encabeça a lista de assinaturas a atriz Catherine Deneuve.

Elas estão certas. Já faz tempo que denuncio que o politicamente correto e que o patrulhamento ideológico praticado pela Nova Esquerda (aquela Esquerda que lota as universidades) são formas terríveis de Fascismo, pois reprimem violentamente a liberdade de opinião e de expressão das pessoas. Mas no caso dos assédios, o continuar do exagero no movimento pode trazer prejuízos até para a organização do tecido social. Vejamos bem:

 

1)    Em uma firma privada, se um homem, por qualquer motivo (justo ou injusto: vingança, antipatia, perseguição etc) for denunciado por prática de assédio sexual, o mesmo será imediatamente demitido sem direito a defesa, pois qual empresa vai correr o risco de responder a um gordo processo por danos morais ou se arriscará a ter a imagem ligada à complacência com o assédio sexual? Nos dois casos, os prejuízos para a empresa serão terríveis. Muito mais fácil e seguro é demitir o funcionário sem se dar ao trabalho de averiguar os fatos.

2)    Isto fará com que os homens, ao menos no ambiente de trabalho, tenham medo das mulheres. Logo começarão a tratá-las como se fossem outros homens. Adeus à gentileza, à mensuração das palavras, ao elegante galanteio, à generosidade e cortesia. A imensa maioria dos homens, até quando braveja contra uma mulher, mede as palavras e atenua o tom de voz. Jamais o fazemos com a mesma intensidade que faríamos com outro homem. Principalmente em público. Mas isto vai acabar, pois os padrões de natural cortesia com o sexo feminino irão baixar enormemente. Vocês, mulheres, querem isso? Querem ser tratadas, invariavelmente, da forma dura com que os homens se tratam? Já viram homens discutindo entre si? Estão todas preparadas para isso? Quem ganhará com essa nova situação?

3)    Iremos criar uma geração de jovens do sexo masculino ainda mais bananas do que os atuais. Homens inibidos no que há de mais bonito em sua masculinidade: a cortesia com as mulheres, o instinto de proteção para com o sexo feminino etc. E olhem que falta de masculinidade nos homens atuais já é alarmante. Exemplo: Na Holanda, logo após a onda de estupros causada no fim de 2015 por imigrantes, homens heterossexuais holandeses, como forma de reação, ao invés de tentarem proteger suas mulheres, se travestiram com saias e sutiãs e fizeram uma passeata pedindo que os imigrantes respeitassem suas esposas, irmãs, mães e filhas. Que fofo! Um mimo! Pena que essa atitude foi praticamente um convite para que os imigrantes violentos perpetrassem suas ondas de atrocidades. É esse o tipo de homens que as mulheres querem? Se não for, já passou da hora de seguir o exemplo das francesas e reagir!

 

Não estranhem a situação ocorrida na Holanda. Nada assim acontece por acaso. Esse é o resultado de décadas de luta do feminismo radical contra o que elas classificaram como “machismo”, mas que, na verdade, era a masculinidade. É também a consequência de décadas de domínio cultural da Esquerda que inibe nos cidadãos a liberdade de ação e nos torna completamente dependentes do Estado. Em um ambiente desses, homens não conseguem mais agir como homens. Tornam-se todos passivos, pois tiveram, durante toda a vida, sua masculinidade inibida!

Finalizo repetindo que não nego que exista assédio sexual e que esse seja um comportamento lamentável. O problema é que, por conta de ideologia, a cantada, a cortesia etc, começam a ser confundidas com assédio. As mulheres precisam reagir contra a ideologia que alimenta esses exageros e confusões: o feminismo radical. Como já disse em outra coluna, ele nada mais é que um filhote raivoso do marxismo inconsequente. Ele quer negar às mulheres a liberdade de escolherem como viver sua feminilidade e aos homens o direito a possuir uma masculinidade. Triste mundo que estamos deixando para os nossos filhos!

 

Texto: Pedro Hanks

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