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Um campeonato difícil e desumano!

É o certame mineiro. Um estado enorme. Estradas ruins e cheias de buracos. Equipes em sua maioria deficitárias. Vendem o almoço para comprar o jantar. As cotas pagas pela televisão são injustas. Muito desiguais com relação aos grandes clubes da capital.

Foto: Divulgação

Enquanto Minas agoniza com seu futebol financeiro de mendigo, o primo rico vizinho deita e rola, esbanjando vitalidade no bolso.

A concorrência São Paulo versus Minas é um massacre.

As associações mineiras são formadas após times da terra dos bandeirantes terem fechado seus elencos. Se formarem antes, correm o risco de perder seus atletas, pelas diferenças salariais.

São Paulo recebe da televisão uma fortuna. Bem dividida proporcionalmente entre os grandes e os pequenos do interior.

A Federação Paulista de Futebol não fere o Estatuto do Torcedor. Ela paga todas as despesas da arbitragem. Esse preceito não é seguido pela Federação Mineira de Futebol. Que desobedece de nariz empinado o referido estatuto. Quem paga os árbitros são os clubes, o que os faz sangrar ininterruptamente.

A discrepância entre interior e capital é aceitável na pauliceia.

A enorme vantagem dos paulistas sobre os mineiros é que as equipes interioranas são mais unidas do que as do grande estado das belas montanhas.

As agremiações poderosas piam fino. Usam o bom senso, respeitando as rivais caipiras.

Outro ponto positivo do estado mais rico do Brasil é a independência total da mídia paulistana. As opiniões estão pouco ligando para represálias de dirigentes cartolas, que às vezes ousam intimidar com ameaças veladas.

Não sei se é ou não coincidência. Prestem atenção ao enorme número de penalidades máximas apontadas a favor dos times ricos. Façam a comparação com relação aos disputantes interioranos.

Embora pareça bater em ferro frio, nada a desanimar da luta por um futebol mais igual e mais justo.

São sutilezas que passam despercebidas pela maioria, que presta atenção exclusivamente no presente.

 

Texto: Lucimar César

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