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Operação do Gaeco cumpre mandados de prisão e investiga contrato entre Dmae e empreiteira

MPE apura possíveis ilícitos penais de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) cumpriu três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (19) contra um ex-funcionário do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto) e dois funcionários de uma empreiteira contratada referente a três contratos realizados em 2010. Segundo o Gaeco, há divergência de cerca de R$ 12 milhões entre os valores pagos pela autarquia e os serviços executados.

Em nota a imprensa o MPE (Ministério Público Estadual) por meio do Gaeco informou que esta é a primeira fase das investigações. “A Operação Poseidon teve início em razão de notitia criminis apresentada por vereador de Uberlândia e tem como objeto a investigação de ilícitos penais de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro, todos relacionados aos Contratos Administrativos nº 158/2009, 067/2010 e 068/2010”. Ainda conforme a nota os contratos se referem Ao Dmae e uma empresa privada de engenharia.

“Restou apurada, em referidos contratos, divergência de quantia aproximada de R$ 12 milhões entre os valores pagos pelo DMAE e os serviços efetivamente prestados. Foram cumpridos mandados de prisão temporária em face dos dois responsáveis, à época dos fatos, pela empresa na execução dos contratos citados, bem como do funcionário do DMAE responsável pelas declarações – ideologicamente falsas – de recebimento das obras e determinação do pagamento das medições”.

 

Texto: Leonardo Leal

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