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Cadastro Positivo atrai mais consumidores das classes D e E

A adesão é voluntária e ajuda o empresário a identificar o bom pagador

Foto: Divulgação/ CDL Uberlândia

Já diziam os antigos: “nosso nome é o que temos de mais precioso”. E assim crescemos ouvindo os conselhos dos mais velhos que já diziam: envelhecer com dignidade é ter o nome “limpo”. Hoje existem ferramentas que nos auxiliam para saber quem de fato está nesta lista. O Cadastro Positivo reúne informações dos bons pagadores, seja Pessoa Jurídica ou Pessoa Física.

A lista já alcança seis milhões de pessoas que incluíram o nome por opção. É um banco de dados com informações financeiras dos consumidores. E uma consequência percebida atualmente é que este cadastro ajuda uma boa parcela de devedores. Com uma boa pontuação acumulada no cadastro, o consumidor pode ter facilidades ao precisar de empréstimos a juros menores.

Mas quem também é beneficiado é o empresário, que pode diferenciar facilmente o bom pagador. Quem paga suas contas em dia e faz questão de disponibilizar essas informações no Cadastro Positivo sempre será bem visto pelas empresas.

O Cadastro Positivo funciona de maneira inversa ao chamado ‘Cadastro Negativo’: em vez de catalogar o CPF ou CNPJ de consumidores inadimplentes, acompanha o histórico de pagamentos feitos em dia pelos consumidores e empresas.

Mesmo quem tem o nome na lista restritiva pode e deve incluir seu nome no Cadastro Positivo. Se um consumidor atrasa um pagamento de uma parcela, mas mantém outras dívidas em dia, a nota melhora e o empresário pode contar com mais informações para avaliar e conceder o crédito.

Foto: Divulgação/ CDL Uberlândia

O cadastro positivo em Uberlândia pode ser feito no balcão de atendimento do SPC, na sede da CDL, que fica na Av. Belo Horizonte, 1290, no bairro Osvaldo Resende. O procedimento é simples, basta solicitar e assinar um termo que autoriza a inserção do nome no Cadastro Positivo. A adesão ao cadastro ainda é espontânea, mas um projeto de lei pretende aprovar em breve a adesão automática ao cadastro. Empresas e bancos, de posse dessas informações conhecerão melhor os clientes e assim poderão reduzir as taxas de juros oferecidas. Isso pode contribuir para o crescimento do país, incrementando o PIB (Produto Interno Bruto). Quanto mais dados disponíveis sobre uma pessoa, mais fácil é para avaliá-la. Se não há dados de movimentações financeiras não é possível saber se ela é de fato boa pagadora.

A lista foi criada há três anos no Brasil e já mostra que o interesse pelo cadastro cresce mais entre os consumidores de classes mais baixas, que comumente precisam acessar créditos e passam por dificuldades para comprovar poder aquisitivo. A dificuldade para conseguir empréstimos bancários e ter acesso à outros serviços financeiros têm levado estes consumidores a aderir voluntariamente à lista para ajudar a comprovar renda e conseguir crédito na praça. Segundo levantamento recente do SPC Brasil a maioria dos consumidores cadastrados atualmente pertence às classes D e E. Em cada dez consumidores atualmente inscritos no Cadastro Positivo, nove (85,75%) pertencem às classes D e E, sendo que mais da metade (54,10%) são da classe D e 32,65% da classe E. Os consumidores da classe C são 9,87% e os das classes A e B representam 1,38% do total de cadastrados.

O cadastro se popularizou mais na região Centro-Oeste do país, (47,68%) seguida das regiões Sul e Sudeste, que juntas agregam 27,83% dos consumidores e as regiões Norte e Nordeste, completam a fatia com 24,50% do total de inscritos.

 

Texto: CDL Uberlândia

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