Destaque Entrevista Expresso

Hélio Mendes faz um balanço de um ano d’O JORNAL de Uberlândia e do seu futuro

Além dos desafios e aprendizados com o veículo digital que será suspenso a partir de 1º de março, o diretor fala um pouco do seu trabalho como consultor na área empresarial e política 

A experiência como um dos diretores d’O JORNAL de Uberlândia ao lado dos sócios, Breno Lintz, Ramon Bucci e Lucas Mendes é o tema da entrevista desta semana com Hélio Mendes. O diretor ressalta o idealismo de se fazer um veículo de comunicação independente.  Iniciativa que foi bem recebida e contou com a colaboração de várias pessoas de diferentes segmentos, que escreveram para as sessões de política, esporte, cultura e cidades, incluindo novas tendências relacionadas ao bem estar e à qualidade de vida.

Hélio Mendes destaca que O JORNAL se sobressaiu desde o início, com notícias exclusivas, artigos e editoriais. Sempre com a proposta de debater temas relevantes para a cidade, O JORNAL procurou ouvir os dois lados, seja no Legislativo, no Executivo ou junto à população. Como um dos diretores do veículo virtual, ele acredita ter dado sua contribuição à cidade e ao veículo que continuará online, mas não receberá atualizações de notícias e artigos a partir de 1º de março.  Confira abaixo a entrevista.

 

Esta é última entrevista d’O JORNAL de Uberlândia. Ele será encerrado?

Não podemos chamar de encerramento, quando se trata de um jornal virtual. Ele continuará na rede, estamos dando um tempo. Nós, os sócios do veículo, acreditamos que tivemos a ousadia de fazer um jornal totalmente independente em uma cidade conservadora, num momento em que a democracia ainda não faz parte do DNA da nossa gente. Tivemos um sonho e o colocamos na Internet por 12 meses, com a ajuda de idealistas, jornalistas e colaboradores. Pessoas que, no dia a dia, dedicaram parte significativa de suas vidas a fazer algo que tivesse sentido para a cidade e para a comunidade do mundo virtual.

O que foi mais marcante nestes doze meses na vida do jornal?

Tivemos que estudar muito. Fazer mídia virtual é totalmente diferente da escrita, os recursos são infinitos, fizemos um curso intensivo. Todos deram o melhor de si, sem ser injusto, destacamos o trabalho do nosso diretor de tecnologia, Lucas Mendes, especialista na área, que até nos fins de semanas e viagens de férias, levava seu notebook e acompanhava o funcionamento do portal; a Lari Morais na inserção dos textos e fotos; o Rodrigo Luciano que impulsionava na rede social; a Wanda Mendes e a Mônica Machado na infraestrutura d’O JORNAL de Uberlândia, que formaram um time, uma grande equipe, incluindo o Leonardo Leal que soube fazer um jornalismo ético.

O jornal contou com total apoio ou teve oposição?

Tivemos total apoio, demos cobertura sem restrição a todas as instituições, aos poderes constituídos, publicamos as matérias enviadas pela nossa prefeitura e das cidades estratégicas da região. O jornal cumpriu a sua missão  de informar e provocar uma reflexão de que cidade e pais queremos, com responsabilidade, focando os fatos e não as pessoas, as obras e não os governos.

Com um histórico de ações na vida pública, o senhor participou de várias campanhas políticas  e de dois governos. Também já foi candidato a deputado, tem pretensão de entrar na política?

Não. Fui candidato em 1986 pelo PFL, mas descobri que não tenho vocação para cargos eletivos. Também fui assessor do deputado Homero Santos e fiz parte da equipe do prefeito Virgílio Galassi. Recentemente, por indicação do Partido Verde assumi a Secretaria de Meio Ambiente no Governo Gilmar Machado, por um período de dezoito meses.

Devo a todos eles a oportunidade de contribuir com a minha cidade. Sempre como técnico, nas duas vezes que ocupei as secretarias não demiti nenhum funcionário, mantive toda equipe. Recebemos na secretaria pessoas de todos os partidos sem privilégios, correligionários estranhavam minha imparcialidade, mas esse é o meu jeito. Hoje, não estou filiado a nenhum partido e não pretendo me filiar. Contudo, defendo a importância de fortalecer as estruturas partidárias. A política é um bem necessário, ao contrário do que muitos pensam. Somente com uma participação ativa nos acertos e erros, teremos uma democracia e uma sociedade mais justa.

Como está o seu projeto agora que O JORNAL será interrompido?

A minha atividade principal é a consultoria empresarial e política, com mais dedicação na área empresarial. Atualmente, sou consultor de Planejamento Estratégico da Federação dos Cafeicultores do Café do Cerrado, de algumas cooperativas, e de empresas no setor de couro.

Sempre dedico, sem ônus,  parte do meu trabalho e conhecimento ao terceiro setor. Hoje estou como consultor da ICASU/ Uberlândia e da Santa Casa de Carmo do Paranaíba.  Trabalho de segunda a domingo. Por gostar do que faço, considero o trabalho como lazer.  Vou continuar escrevendo.

O JORNAL de Uberlândia foi uma das boas coisas que aconteceu ultimamente. Ele me obrigou a participar do mundo virtual, que é algo apaixonante, contribuiu muito com a minha atividade profissional, deixei de ser analógico para ser digital.

Aliás, destaco que já escrevi três e-books, em abril lançarei o quarto. Ele terá uma coletânea de artigos sobre gestão e estratégia.  O JORNAL também aumentou a minha rede de amigos. Vale lembrar que  depois da família, os amigos são os responsáveis pelos nossos momentos de alegria. Acredito que temos uma missão, a de servir e de ser feliz, valores que herdei dos meus pais.

 

Texto: Leonardo Leal

Notícias relacionadas