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Justiça prorroga prisão de investigados na operação Poseidon

A operação apura fraudes em contratos firmados nos anos de 2009 e 2010, entre o Dmae e uma empreiteira

O Jornal Express

 

O Juiz da Primeira Vara Criminal de Uberlândia, José Luiz de Moura Faleiros, concedeu nesta sexta-feira (23), prorrogação da prisão temporária dos envolvidos na operação Poseidon. A operação  deflagrada pelo Gaeco (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na segunda-feira (19), apura fraudes em contratos administrativos firmados nos anos de 2009 e 2010, entre o Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto) e uma empreiteira.

Estão presos M.C.N. ex-diretor técnico do Dmae, D.V.T. e J.P.V. responsáveis pela empreiteira à época dos fatos. No deferimento, a Justiça prorrogou o mandado de prisão temporária, “tendo em vista a necessidade devidamente comprovada e justificada nos autos do processo cautelar”. De acordo com o MPE, a prorrogação da prisão temporária  é de até cinco dias, prazo que o Gaeco tem para apresentar denúncia contra os investigados.

A operação Poseidon teve início a partir de uma denúncia do vereador Thiago Fernandes e investiga ilícitos penais de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro, todos relacionados aos Contratos Administrativos nº 158/2009, 067/2010 e 068/2010, firmados entre a autarquia municipal e a empresa.

Segundo os promotores de Justiça Daniel Marotta Martinez e Adriano Arantes Bozola, foi apurada uma divergência de aproximadamente R$ 12 milhões entre os valores pagos pelo Dmae e os serviços efetivamente prestados pela empreiteira.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Na ocasião, também foram aprendidas três espingardas e oito munições na residência de um dos investigados.

Texto: Leonardo Leal

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