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Programa da Agropecuária distribui quase 23 mil toneladas de alimentos em 15 dias

Iniciativa contempla 94 instituições sociais com itens da agricultura familiar

Foto: Araípedes Luz – Secom/PMU

A cada semana, mais de 7 toneladas de alimentos chegam até a Central de Abastecimento de Agricultura Familiar (CAAF). No local, os produtos passam por uma seleção até serem distribuídos para 94 entidades sócio-assistenciais contempladas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Até esta quinta-feira (22), 22.792 toneladas de itens foram entregues para as instituições.

Realizado pela Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Distritos, o PAA se tornou realidade a partir de um convênio entre a administração municipal e o Ministério do Desenvolvimento Social. O projeto foi renovado no dia 8 de fevereiro, com o intuito de valorizar o produtor rural e ampliar o acesso a uma alimentação saudável. Ao todo, 173 produtores são beneficiados.

Além da produção, todas as entidades contempladas precisaram se recadastrar no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). Durante o processo, elas ainda contam com o acompanhamento do núcleo de segurança alimentar, que envia uma nutricionista para verificar como o alimento está sendo utilizado.

 

Como funciona

A SMAAD adquire os alimentos de agricultores familiares, que se deslocam todas as quartas-feiras até a CAAF para entregar os produtos colhidos. O preço pago a eles é a média registrada do item no ano anterior. No dia seguinte, às quintas-feiras, os representantes das entidades buscam os alimentos na Central de Abastecimento, das 8h às 13h. A distribuição é feita semanalmente na modalidade Compra com Doação Simultânea e cada instituição é contemplada duas vezes por mês.

Nova rotina

Até a entrega dos alimentos na CAAF, os produtores recebem todo o acompanhamento de profissionais do Município, que monitoram desde o preparo do solo até a colheita, incluindo assistência técnica e horas/máquinas a custo zero. De acordo com a secretária de Agropecuária, Walkíria Naves, as vantagens vão além da produção.

“Assim oportunizamos ao produtor a condição de ele se manter no campo, com o cultivo dos hortifrutigranjeiros. Adquirimos os alimentos diretamente por um preço justo e também proporcionamos que aquele agricultor que não está produzindo tenha a segurança para fazer o serviço, com a compra garantida. Ajudamos no plantio, no preparo do solo e na comercialização, para que ele também possa subsidiar a sua produção para a venda em feiras livres, ao Ceasa ou diretamente para o consumidor”, disse.

 

Alimentação saudável

Até chegar às cozinhas das entidades, os alimentos também passam por uma avaliação detalhada. Em média, são 16 variedades de produtos frescos distribuídos, entre alface, abobrinha, banana, beterraba, brócolis, cenoura, chuchu, tangerina, tomate, couve, mandioca, maracujá, mel, melancia e milho verde.

Para o diretor de desenvolvimento sustentável do Município, o programa preenche toda a cadeia alimentícia. “São produtos que vêm direto do produtor, muito bem cuidados e selecionados até chegar a custo zero nas entidades. Isso mostra a eficiência da iniciativa, sempre com foco na geração de renda para a agricultura familiar e na garantia da segurança alimentar daqueles que consomem estes produtos”, destacou.

 

Texto: Secom PMU

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