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Saga Dead Space

Provavelmente um dos nomes mais importantes dos games de ação/horror, a saga Dead Space se figura como um ícone para a indústria de entretenimento.

Foto: Reprodução

Não apenas pelo sucesso de vendas e visibilidade, mas por conter uma história alucinante, jogabilidade inovadora e motores gráficos inéditos para sua época. O primeiro jogo da saga foi lançado em meados de outubro de 2008 sendo produzido pela Visceral Games e publicado pela gigante EA. O game é do gênero survival-horror, em terceira pessoa (câmera parecida com os clássicos Mass Effect) e se tornou uma das principais franquias dessa arquitetura de jogos.

O game debutante, Dead Space 1, lançado para XboX360, Playstation 3 e PC, trouxe algumas inovações para o setor, como a exclusão do HUD na tela do jogador. O protagonista traz informações como a barra de HP (vida) e a quantidade de gás “Stasis” em sua armadura e mensagens adicionais através de holografia. Bem legal, livrando a tela daquela poluição de informações durante a jogatina e deixando o clima ainda mais aterrorizante.

Visão de tela limpa de Dead Space 1:

Foto: Reprodução

O enredo da história é cativante. Baseado numa mescla dos clássicos Alien – O Oitavo Passageiro e Resident Evil, a Visceral conseguiu acertar na receita do bolo. Em uma visão pós-apocalíptica com pitadas cyberpunk, você exerce o papel de Isaac Clark, no ano de 2507. Logicamente, a Terra já tinha sido devastada e a solução dos poucos remanescentes era a exploração espacial, em busca de uma nova casa.

E tudo começou quando um chamado de emergência expedido pela nave USG Ishimura, faz a então unidade de resgate USG Kellion averiguar o ocorrido no local. E, junto com a tripulação, está o engenheiro Isaac Clark que, além de ser membro desse esquadrão de emergência, é amante de Nicole Brennan, médica da super nave Ishimura. Após uma turbulenta aproximação com a nave principal, toda a tripulação desembarca e já consegue entender o motivo do pedido de emergência.

A super nave foi infestada por um vírus alienígena que transformaram seus tripulantes em “necromorphs”, aberrações parecidas com zumbis, com capacidade de matar e transmitir esse vírus letal. Então Issac, em uma missão desesperadora, tenta reestabelecer as normalidades técnicas da espaçonave (como o oxigênio interno). E, a partir dessa aventura macabra e cheia de efeitos de luz, que se desenvolve toda a fantástica história do primeiro game.

Após o sucesso de distribuição (com mais de 1 milhão de cópias vendidas apenas no ano de lançamento), já em 2011, chega ao mercado, para as mesmas plataformas do antecessor, a continuação: Dead Space 2. A produtora Visceral continuou com a mesma receita do bolo: corredores apertados, tensão a todo instante e efeitos de iluminação imersivos. Além disso, deu voz ao protagonista Isaac Clarke, já que no primeiro game ele é praticamente mudo, sem interação nenhuma com o jogador. A história da continuação não difere muito do primeiro game, já que Isaac acorda de um coma três anos após os acontecimentos na USG Ishimura, mas agora o local é outro: Sprawl, uma colônia em Titã, uma das luas de Saturno.

Foram feitas alguns spin-offs posterior ao lançamento do segundo jogo da saga. Um exemplo é o Dead Space: Extraction, lançado para Nintendo Wii, jogo apenas de tiro (mira) que não agregou nada na continuação da história da franquia e nem fez tanto sucesso assim.

Então, em 2013, para as mesmas plataformas (XboX360, Playstation 3 e PC) foi lançada a última versão da sequência: Dead Space 3. Agora a batalha contra os “necromorphs” se dá no planeta congelado de Tau Volantis, onde encontraram destroços de uma possível batalha a mais de 200 anos. O game trouxe um modo co-op para a finalização do modo história, sendo possível jogar com Isaac e/ou Sargento John Carver.

Apesar de ter sido muito bem recepcionado pela mídia especializada (notas altas nas avaliações), Dead Space 3 sofreu algumas criticas dos fãs mais antigos. Não apenas pela mudança do gênero para um game mais de ação, mas principalmente pela ambientação diferente dos cenários criados. Ao invés de corredores escuros e horrendos, planetas abertos e mais cenas sem automação gravitacional.

Futuro – Não se sabe se a EA (já que a mesma fechou o estúdio Visceral) vai trabalhar em uma nova sequência. Há rumores que sim, mas já teve alguns anúncios sobre o fim absoluto da franquia. Uma pena, não só para os fãs do gênero survival horror/ação, mas para toda indústria, já que Dead Space foi uma das mais inovadoras franquias. Já disseram inclusive de um filme para o cinema, mas nada concreto. E em comemoração aos dez anos de lançamento do game, a Origin (da EA), está distribuindo gratuitamente, por tempo limitado, o primeiro jogo da saga. Segue o link: Dead Space – Origin

Trailer de lançamento de Dead Space 3:


Texto: Lucas Luz

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