Expresso Foco Saúde

Programa de Imunização percorre 2 mil km na zona rural nos primeiros dias de trabalho

Até dia 7 de abril, equipes vão vistoriar toda a região para certificar que população está vacinada

Foto: Marco Crepaldi – Secom/PMU

Para certificar que toda a população da zona rural está protegida contra a febre amarela, o Programa Municipal de Imunização iniciou no último sábado (17) uma varredura, de fazenda em fazenda, para averiguação do cartão de vacina dos moradores desta região. Nestes dois dias de trabalho, as seis equipes percorreram cerca de 2 mil quilômetros. Nas propriedades visitadas, 423 pessoas estavam com o cartão em dia e outras 241, na faixa de 20 a 49 anos, precisaram vacinar.

Por ser uma área próxima às matas e beira de rios – ambiente propício para procriação dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, transmissores da febre amarela silvestre – também recebe a atenção e ações de prevenção, segundo a coordenadora do programa, Cláudia Oliveira. “É um trabalho de extrema importância para esta comunidade, já que o vírus circula na zona rural também. No ano passado, percorremos cerca de 10 mil quilômetros só na zona rural no intuito de evitar a transmissão do vírus da febre amarela. Agora, vamos novamente para certificar que todos estão imunizados”, explicou.

A estimativa da coordenadora é de que os trabalhos terminem no dia 7 de abril, isso porque, desta vez, a vacinação de fazenda em fazenda será realizada nos finais de semana. “Queremos nos certificar de que todos estão protegidos e garantir o acesso àqueles que estão trabalhando durante a semana e não tiveram a oportunidade de se vacinar”, reforçou Cláudia Oliveira.

As irmãs Maria Aparecida da Silva e Herotildes da Silva Miranda garantiram a proteção neste final de semana. Elas receberam a equipe na manhã de sábado e ficaram mais seguras com a ação realizada. “Quase não assistimos TV e estamos sempre saindo para fazer algo. Hoje deu certo de estarmos em casa e receber a dose”, contou Herotildes.

Vacine-se
A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. Desde 2017, a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando as medidas estratégicas de bloqueio e combate ao mosquito transmissor da doença na zona urbana, além de promover a sensibilização na zona rural e a imunização de toda a comunidade. Um trabalho permanente que fez com que a cidade alcançasse 90% da cobertura vacinal e nenhum registro de casos relacionados à febre amarela.

Para a cobertura vacinal chegar aos 95% – índice recomendado pelo Ministério da Saúde -, a população precisa se vacinar. Essa é a orientação da coordenadora do Programa de Imunização, Cláubia Oliveira. “Minas Gerais é uma área endêmica. Então, a população precisa ficar atenta e, sobretudo, imunizada. Por isso, nosso trabalho não para. Estamos realizando a busca ativa para ter um número maior de pessoas vacinadas”, contou.

Trabalho em parceria
Além da atualização do cartão de vacina dos cidadãos, ações em empresas e também nos presídios são realizadas. Palestras nas unidades de saúde e em eventos, bem como outras iniciativas de prevenção e combate, integram as atividades executadas em Uberlândia. Como a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também participam do trabalho ao realizar o recolhimento de pneus, visitas em domicílios para aplicação de inseticida, ação de bloqueio, bem como orientação sobre a eliminação dos criadouros.

Dose única
Desde abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar a dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação. Quem já recebeu pelo menos uma dose da vacina é considerado imune para o resto da vida, não necessitando de doses adicionais e/ou dose de reforço. “Estamos seguindo a recomendação do Ministério da Saúde. Pessoas com idade entre nove meses e até 59 anos de idade que não receberam nenhuma dose devem garantir a imunização. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima, com o cartão de vacina. Aquelas acima de 60 anos que não tomaram, precisam, antes de receber a vacina, de uma avaliação da equipe da sala de vacina para ver se não há nenhuma contraindicação”, finalizou a coordenadora.

 

Texto: Secom PMU

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