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Diretores do Dmae são presos em operação do Gaeco

Gaeco apresentou denúncia crime de peculato em valor superior a R$ 8 milhões contra os diretores da autarquia e os representantes de empreiteira

O diretor geral adjunto do Dmae D.T.N., o diretor técnico C.H.L.B. e o ex-diretor E.H.M. foram presos preventivamente nesta quarta-feira (28), na segunda fase da operação Poseidon deflagrada pelo MPE (Ministério Público Estadual) por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A operação investiga fraudes em contratos administrativos firmados entre o Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto) e uma empreiteira. Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

O Gaeco apresentou denúncia contra seis investigados pelos crimes de peculato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Três deles, o funcionário público M.C.N. e os diretores D.V.T. e J.P.V. da empreiteira já estavam em prisão temporária que foi transformada em preventiva.

De acordo com o MPE, a denúncia imputou, aos investigados, três crimes de peculato-desvio, em valor superior a R$ 8 milhões, praticados em prejuízo do Dmae e em benefício da empreiteira. “Foram ainda imputados aos denunciados três crimes de lavagem de dinheiro, referentes à quantia desviada e empregada na atividade econômica da empresa. Por fim, os investigados também foram denunciados pela prática do crime de associação criminosa, tipificado no artigo 288 do Código Penal, bem como por três crimes de falsidade ideológica”.

O Gaeco informou que as penas referente aos crimes descritos na denúncia, em concurso material, variam entre 19 anos e 4 meses de reclusão e 84 anos e 2 meses de reclusão. Conforme a denúncia apresentada, “todos os denunciados concorreram para os crimes de lavagem de dinheiro, vez que o esquema criminoso engendrado se destinava, precipuamente, ao desvio de recursos públicos a serem aplicados na atividade econômica da empresa, que enfrentava, à época dos fatos, severa crise financeira”

Histórico

No último dia 19 de fevereiro, O Gaeco deflagrou a primeira fase da  operação Poseidon. Ela teve início a partir de uma denúncia do vereador Thiago Fernandes de vazamento em um reservatório no centro da cidade, em obra realizada pela empreiteira. A operação investiga ilícitos penais relacionados aos Contratos Administrativos nº 158/2009, 067/2010 e 068/2010.

Texto: Leonardo Leal

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